Absurdo: Banda larga popular da Telefônica terá velocidade de 250kbps e custará R$ 29,80

A Telefônica passará a vender um plano de internet dentro das especificações do decreto da banda larga popular apresentado pelo governo nesta quinta-feira (15/10), que estabelece a isenção de ICMS para serviços do tipo. O plano custará 29,80 reais e velocidade de 250kbps, incluídos modem, instalação e provedor. O plano da Telefônica começará a ser vendido em 09/11.

Faça as contas: antes da Telefonica ser impedida pela Anatel de vender o serviço speedy (por conta do péssimo serviço fornecido) o custo de um link de 2mbps custava R$ 90,00, se você fizer esse valor proporcional a um link de 250kbps você chega no valor R$ 11,25 (x=250*90/2000). Ou seja, se você somar esses R$ 11,25 mais o valor do provedor (R$ 9,90, que alias tem sua cobrança considerada por alguns como abusiva), em tese você deveria pagar ainda menos que esses R$ 29,80 que a telefônica esta pensando em cobrar por esse novo serviço, e ainda eles ganham isenção de ICMS por parte do estado. Outro ponto discutível é considerar que um acesso de 250kbps seja um link banda larga, mesmo porque não existe garantia de banda na contratação desse tipo de serviço, alem disso esse serviço tem uma banda assimétrica (taxa de download diferente da upload, nesse caso muito menor).

O acordo diz que o estado deixa de cobrar em média R$ 10,00 de ICMS (por acesso) e a telefonica deixa de cobrar os R$ 10,00 de provedor do usuário, ou seja, menos grana no cofre do Estado e a Telefônica ganha em não ter mais a aporrinhação de ser questionada pela cobrança de R$ 10,00 de provedor/suporte.

Isso é um absurdo para não dizer uma vergonha (parafraseando o dignissimo Boris Casoy), ter que pagar um valor tão caro por um acesso a internet de má qualidade, por conta de uma politica que ajuda na manutenção de um pequeno numero de empresas para atender tão alta demanda.

Apenas para finalizar, vale lembrar que o valor médio da internet (adsl) no restante do mundo custa em média US$ 15,60 por megabit, cerca de 40% menos do que é pago no Brasil.

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